"Nem preto com quadrados brancos, nem branco com quadrados pretos; de outra cor com quadrados pretos e brancos.
O tabuleiro de damas simboliza, para Fernando Sabino, a verdade que se esconde por baixo da realidade, e que só se revela através do sonho, da fantasia e da imaginação criadora.
Num breve passeio pelas lembranças de sua via, do menino ao homem feito, escrito de maneira sempre amena e inspirada, o autor fala de suas leituras e formação literária, narrando episódios pitorescos de suas relações com outros escritores, como Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Alceu Amoroso, Clarice Lispector (...) E culmina com a reafirmação da amizade que o liga a Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, depois de 50 anos de convívio.
Suas observações se estendem a temas palpitantes como álcool, drogas, jazz, viagens. A fascinante trajetória de uma vida que vai dos "discursos" aos três anos de idade até a enunciação do próprio epitáfio de um homem que só pensa em voltar a ser menino."