"Chamou-nos a atenção o aspecto saudável desta literatura feita de um vigor de tintas nunca empastadas ou sombrias. Há um ar de festa nestas páginas nada frívolas ou pretensiosas. Num mundo de adolescentes irônicos, de jornaleiros golpistas, de nadadores sofisticados, de funcionários amnésicos, de mocinhas casadoiras, encontrou ele uma poesia discreta, que se espalha pelos seres, faz dos desencontros da vida um bálsamo para a amargura das horas. A pequena burguesia mineira, as donas de casa arrelientas, a nossa paisagem tranqüila, a fisionomia, moral da nossa gente, seus clichês sentimentais, as festinhas de família (um dos contos tem esse nome), tal é o material de que se utilizou. (...)"
Guilhermino César, 1942